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Linhas de Cuidado

Volume 1 - Manual do Gestor

Vigilância à saúde da criança

Para fins de organização dos processos de trabalho, quando falamos em vigilância à saúde da criança, podemos pensar em dois grandes blocos de ações:

• Vigilância relacionada aos riscos clínicos ou sociais e as vulnerabilidades específicas para cada caso

• Vigilância em relação à continuidade da atenção, seja na própria unidade de atendimento ou em todo o sistema de saúde

Vigilância à saúde relacionada aos riscos clínicos ou sociais e vulnerabilidades específicas de cada caso:

Ações de captação precoce de crianças de risco ao nascer, identificação de crianças de risco, busca ativa em caso de falta de comparecimento às consultas e ou outros procedimentos necessários como imunização, coleta de exames, visitas domiciliares. Atuação multiprofissional para averiguação de possíveis causas para a não adesão ao plano de cuidado, acolhimento imediato de crianças em situação de risco, identificação precoce de sinais e sintomas de perigo também são exemplos de ações de vigilância que garantem a continuidade e a qualificação da atenção dentro da própria unidade.

A utilização adequada de instrumentos de gestão do cuidado pode efetivar a vigilância de forma que ela passe a fazer parte da rotina da unidade. É possível destacar os programas de educação em serviço, uso de protocolos clínicos institucionais, elaboração de cadastros de notificação interna das crianças de risco clínico e não clínico, incluindo as situações de violência e risco de acidentes, utilização sistemática dos sistemas de informação municipais, estaduais ou federais, organização das agendas de modo a permitir o acesso imediato de crianças em situação de risco, treinamento intensivo e continuado da equipe na recepção ativa, gerenciamento dos projetos terapêuticos individualizados das crianças de risco e gerenciamento do programa de imunização.

Vigilância em relação à continuidade da atenção seja na própria unidade de saúde, seja ou em todo o sistema de saúde:

O foco é a vigilância da criança no seu percurso pelo sistema de saúde, seja em situações de urgência, quando atendida em unidades de Pronto Atendimento ou Pronto Socorro e também quando referenciada a serviços ambulatoriais ou hospitalares. A responsabilidade pela continuidade da atenção permanece sendo da equipe de saúde da atenção primária e, para isso, há necessidade de organizar os processos de trabalho internos, assim como promover a articulação com os demais serviços, para que seja possível mapear o itinerário da criança, medindo inclusive a resolutividade do sistema.

A equipe de atendimento deve compreender e se sensibilizar de que o seu trabalho não se encerra na sua própria atuação e se completa ao trabalho de outros profissionais. São exemplos de estratégias que devem ser incorporadas aos processos de trabalho da equipe profissional da unidade atividades como o gerenciamento dos relatórios de referência e contra referência, o contato sistemático com outras unidades, a análise de relatórios gerenciais emitidos pela Central de Regulação, a investigação de óbitos infantis, a alimentação adequada e a utilização sistemática dos sistemas de informação relacionados à criança.

Dentre os sistemas de informação relacionados à criança citamos:

• SINASC — Sistema de Informação Sobre Nascidos Vivos

• SIM — Sistema de Informação Sobre Mortalidade

• SIA — Sistema de Informação Ambulatorial

• SIAB — Sistema de Informação da Atenção Básica

• SisPreNatal — Sistema de Informação Sobre as Ações de Pré-natal Realizadas

• SINAN — Sistema de Informações de Agravos e Notificações

• SIH — Sistema de Informação Sobre Internações Hospitalares

• VIVA Contínuo — Sistema de Informação de Acidentes e Ocorrência de Casos de Violência



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