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Linhas de Cuidado

Volume 1 - Manual do Gestor

Regulação de leitos e vagas para internação

Considerando a regulação como uma importante ferramenta da gestão do sistema de saúde pública, a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES), criou a Central de Regulação de Oferta de Serviços de Saúde (CROSS). Por meio de ações dinâmicas, executadas de formas equilibrada, ordenada e oportuna, a central congrega as ações voltadas para a regulação do acesso na área hospitalar e ambulatorial, contribuindo para a integralidade da assistência e propiciando o ajuste da oferta assistencial disponível às necessidades imediatas do cidadão.

Na prática, a CROSS é o ponto de contato de todos os hospitais e serviços de saúde que atendem pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no Estado de São Paulo. Na capital e em algumas cidades paulistas há centrais que regulam a transferência de pacientes entre hospitais do município ou da região, mas, na ausência destas centrais ou havendo necessidade de oferta de vagas para diferentes regiões, a central da SES-SP é acionada.

Este serviço gerenciado pelo órgão estadual é totalmente informatizado e conta com uma equipe de médicos e técnicos auxiliares de regulação médica, além de técnicos em informática e atendentes disponíveis 24 horas por dia em todos os dias da semana. A equipe responde às solicitações de transferência de pacientes em serviços de saúde de todo o Estado de São Paulo, incluindo pedidos de internações em Unidades de Terapia Intensiva (UTI) adulto, neonatal e pediátrica, além dos leitos para cirurgias eletivas e de urgência.

As solicitações são feitas por telefone ou via portal na Internet e classificadas segundo grau de risco, numa escala que varia entre os números 1 e 4. Solicitações para casos classificados como grau 1 são atendidos dentro de um período máximo de uma hora. A espera máxima para demandas avaliadas como grau 2 é de até três horas, de grau 3 é de até seis horas e as de grau 4 (consideradas de baixo risco ao paciente) são atendidas em até 12 horas. Cabe ao serviço de saúde de origem transportar o paciente até o novo local onde a vaga foi encontrada e ofertada.

Os médicos que atuam no atendimento da CROSS são treinados e capacitados para lidar com as mais diferentes situações. Em muitos casos, os profissionais conseguem, durante o contato com a equipe médica dos serviços de saúde solicitantes, passar instruções para manter os sinais vitais do paciente e sugerir medidas para melhorar sua condição clínica.

Com a centralização, é possível à SES manter uma equipe médica à disposição em tempo integral aos serviços de urgência e emergência e buscar vagas não somente em uma determinada região, mas também em todo o Estado, possibilitando aos pacientes a assistência adequada de acordo com os respectivos diagnósticos.

Além dos plantonistas para a regulação das urgências e emergências, a CROSS também conta com uma central de atendimento específica para viabilizar o agendamento de consultas ambulatoriais, gerenciando todo o fluxo de atendimento nas unidades de saúde municipais, ambulatórios e demais hospitais vinculados ao SUS.

As regionais de saúde distribuem, conforme a demanda, a oferta de vagas de serviços médicos, consultas e exames. A integração do sistema garante que todas as unidades tenham conhecimento sobre os locais onde há vagas disponíveis e as possibilidades para os agendamentos. O sistema também é regionalizado e as unidades de um determinado município só tem acesso às informações de ofertas de consultas e exames em suas macrorregiões. Cabe à central de regulação dar o suporte técnico às unidades de saúde cadastradas, além de gerenciar o atendimento aos cancelamentos de consultas agendadas e, quando necessário, reordenar as ofertas distribuídas por essas unidades.

Dentro desse contexto, a CROSS representa um avanço significativo na regulação da assistência no Estado de São Paulo, embora as unidades ainda enfrentem algumas dificuldades no atendimento de suas necessidades em relação ao referenciamento dos pacientes. Atualmente, está em vigência um fórum de discussão e avaliação dos processos de regulação com a realização de encontros periódicos entre representantes dos serviços de saúde e da CROSS com o objetivo de delinear uma série de estratégias para melhoria do sistema.



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