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Linhas de Cuidado

Volume 1 - Manual do Gestor

Critérios de internação neonatal

Encaminhamento de RN segundo seu peso e idade gestacional

1 —  Peso > 2.200 g e idade gestacional > ou = 35 semanas:

• Mãe clinicamente bem — Alojamento conjunto

• Mãe sem condições clínicas — Cuidados intermediários

2 — Peso 2.000 — 2.200 g e idade gestacional > ou = 35 semanas:

• RN com boa sucção — Alojamento conjunto

• RN com má sucção — Cuidados intermediários

3 — Peso < 2.000 g ou idade gestacional < ou = 34 semanas — Cuidados intermediários ou UTI

Encaminhamento de RN segundo patologias

1 — Não necessita de tratamento e/ou investigação — Alojamento conjunto

2 — Necessita de tratamento e/ou investigação – Internação (exceto para crianças com pequenas alterações que podem ser acompanhadas ambulatorialmente)

CRITÉRIOS DE INTERNAÇÃO EM UNIDADE DE TRATAMENTO

SEMI INTENSIVO OU INTENSIVO

(portaria nº 930, de 10 de maio de 2012)

Conceito de UTI Neonatal

Serviço de internação responsável pelo cuidado integral ao RN grave ou potencialmente grave, dotado de estruturas assistências que possuam condições adequadas à prestação de assistência especializada, incluindo instalações físicas, equipamentos e recursos humanos, articulando uma linha de cuidados progressivos, possibilitando a adequação entre a capacidade instalada e a condição clínica do RN. Os RN que necessitem de cuidados específicos de unidade neonatal e que se encontrem em locais que não disponham destas unidades, devem receber os cuidados necessários até sua transferência, que deverá ser feita após estabilização do RN e com transporte sanitário adequado, realizado por profissional habilitado.

Tipos de unidades neonatal:

• Unidade de Terapia Intensiva (UTI) II e III

• Unidade de cuidado intermediário neonatal (UCI) convencional e canguru

Distribuição dos leitos de UTI/UCI:

2 leitos de UTI , 2 leitos de UCI Co e 1 leito de UCI Ca para cada 1 mil nascidos vivos. A UCI Ca somente funcionará em unidade hospitalar que conte com UCI Co e o conjunto de leitos de UCI será composto de 2/3 de UCICO e 1/3 de UCICa.

Parâmetros de internação em UTI:

• RN de qualquer idade gestacional que necessitem de ventilação mecânica ou em fase aguda de insuficiência respiratória com FiO2>30%

• RN menores de 31 semanas de idade gestacional ou com peso < 1.500 g

• RN que necessitem de cirurgias de grande porte ou pós-operatório imediato de cirurgias de pequeno e médio porte

• RN que necessitem de nutrição parenteral

• RN que necessitem de cuidados especializados como: uso de cateter endovenoso central, drogas vasoativas, prostaglandinas, antibióticos para tratamento de infecção grave, uso de ventilação mecânica ou FiO2 > 30%, transfusão de hemoderivados

Parâmetros de internação em UCI:

• RN que após a alta da UTI ainda necessite de cuidados complementares

• RN com desconforto respiratório leve que não necessite de assistência ventilatória mecânica ou CPAC ou Capuz em Fração de O2 (FiO2 elevada (FiO2<30%)

• RN com peso superior a 1.000 g e inferior a 1.500 g, quando estáveis, sem acesso venoso central, em nutrição parenteral plena, para acompanhamento clínico e ganho de peso

• RN > que 1.500 g, que necessite de venóclise para hidratação venosa, alimentação por sonda e/ou em uso de antibióticos com quadro infeccioso estável

• RN em fototerapia com níveis de bilirrubinas próximos aos níveis de exsanguíneotransfusão

• RN submetido a procedimento de exsanguíneotransfusão, após tempo mínimo de observação em UTI, com níveis de bilirrubina descendentes e equilíbrio hemodinâmico

• RN submetido à cirurgia de médio porte, estável, após o pós-operatório imediato na UTI

• As UCI Ca serão responsáveis pelo cuidado de RN com peso superior a 1.250 g, clinicamente estáveis, em nutrição parenteral plena, cujas mães manifestem o desejo de participar e tenham disponibilidade de tempo

Para a otimização dos recursos disponíveis em cuidados intensivos, três fatores devem ser cuidadosamente considerados pelas equipes de saúde:

• O conceito de cuidados progressivos, que estabelece claramente a necessidade de transferir o RN para outro serviço diante do agravamento ou da melhora do seu quadro clínico, independentemente de existir na mesma unidade hospitalar os dois tipos de unidades, UTI e UCI

• A distribuição irregular e nem sempre compatível com as necessidades detectadas das unidades neonatais, que exige uma avaliação global das vagas existentes e a transferência de RN para serviços às vezes distantes da sua área de origem, e a consequente abertura de vagas para RN originários de outros serviços

• A existência da CROSS como unidade reguladora que deve exercer seu papel primordial que é de regulação das vagas existentes de modo a garantir a atenção mais adequada para as necessidades do RN e ao mesmo tempo, a otimização dos recursos existentes



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