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Linhas de Cuidado

Volume 3 - Acompanhamento da Criança

Prevenção de Acidentes em Crianças de 0 a 3 anos de idade

Considerando que a maioria dos acidentes ocorre nas residências é de fundamental importância alertar os pais sobre as situações de perigo existentes no ambiente doméstico e da possibilidade de adequações que podem contribuir para a redução na ocorrência destes eventos.

É importante verificar a fase de desenvolvimento em que a criança se encontra para que se possa correlacionar com os riscos inerentes a esses períodos e planejar as medidas eficazes para a prevenção de acidentes (Quadro 1).

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TIPOS DE ACIDENTES

Queda

São os tipos de acidentes mais prevalentes nesta faixa de idade. Aproximadamente a partir dos oito meses de vida, a criança começa a se locomover com mais habilidade e passa a ter maior risco de quedas. Por isso, é importante estar atento às medidas de proteção antes de o bebê começar a engatinhar.

Quadro 2: Medidas de prevenção

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Queimaduras

As crianças são as principais vítimas e nas menores de quatro anos as queimaduras são a segunda causa de morte. Na maioria das vezes, ocorrem no ambiente doméstico, predominantemente na cozinha. Assim, medidas de proteção devem ser orientadas para evitar acidentes graves, muitas vezes fatais.

Quadro 3: Medidas de prevenção

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Afogamentos

Esses acidentes podem gerar sequelas graves e irreversíveis ou mesmo levarem à morte e podem ocorrer em qualquer ambiente onde haja água, pequenos reservatórios (baldes, vaso sanitário e banheiras), piscinas de lona, rios, mar e lagos.

A Academia Americana de Pediatria recomenda, como medida de prevenção de afogamento para menores de quatro anos de idade:

- Nunca deixar a criança sem a supervisão de um adulto.

- Remover água ou líquidos de recipientes e reservatórios.

- Nunca deixar a criança sozinha em banheiras ou piscina.

- Instalar cercas protetoras com tranca e acesso limitado em piscinas por serem mais eficientes que coberturas e alarmes

Quadro 4 - Medidas de prevenção

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Aspiração de corpo estranho

Aspiração de corpo estranho é a presença de qualquer objeto ou substância na via aérea da criança. Nessa fase, ela não controla a mastigação/deglutição de alimentos, portanto é maior o risco de aspiração com alguns alimentos como amendoim, feijão, pipoca, milho, balas duras, salsicha.

Um sinal de que é provável a ocorrência de aspiração de corpo estranho é tosse, seguida de engasgo.

Para prevenção, as crianças devem comer em local adequado, sentadas (evitar alimentá-las enquanto correm, andam, brincam, riem ou estão deitadas) e a alimentação de crianças pequenas deve ser sempre supervisionada. Devem-se evitar brincadeiras com balões, moedas, bolinhas de gude, brinquedos com peças pequenas, bolas pequenas, botões, baterias esféricas de aparelhos eletrônicos e canetas com tampa removível. É importante também seguir a recomendação das embalagens dos brinquedos com relação à idade ideal para sua aquisição.

Intoxicações

Ocorre com mais frequência por meio da ingestão acidental de medicamentos, seguido de produtos de uso domiciliar (soda cáustica, hipoclorito de sódio manipulado, derivados de petróleo e solventes, água sanitária, naftalina, detergentes, inseticidas, álcool), raticidas (chumbinho) e plantas.

Estes produtos devem ser mantidos em locais fechados e trancados, sem a possibilidade de serem vistos ou alcançados por crianças. Os produtos domésticos devem ser mantidos em suas embalagens originais. Recomenda-se informar as crianças de que os medicamentos só devem ser utilizados em caso de doença.

Quadro 5 - Medidas de prevenção (vários tipos de acidentes)

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Transporte adequado

Para evitar acidentes durante o transporte de crianças em veículos automotores, devem ser estabelecidas diversas condições de segurança.

As cadeirinhas e outros dispositivos de segurança foram responsáveis por redução significativa de mortes de crianças de até sete anos nas rodovias federais desde setembro de 2010, quando começou a vigorar no Brasil a Resolução Nº 277 do Contran, segundo a qual, para transitar em veículos automotores, menores de dez anos devem ser transportados nos bancos traseiros, usando individualmente um dispositivo de retenção apropriado para a sua idade. A desobediência a essa resolução configura infração gravíssima, com multa e retenção do veículo até que a irregularidade seja sanada.

Os assentos de segurança específicos para o transporte de crianças em automóveis têm características adequadas às diversas fases do crescimento, desde o nascimento até o momento em que ela atinge 1,45m de altura, quando pode utilizar o cinto de segurança.

Os modelos de assentos infantis estão indicados conforme a fase do crescimento (peso e/ou altura) da criança, na publicação da Sociedade Brasileira de Pediatria - “Conversando com o Pediatra”- Prevenção de Acidentes.

Além disso, é preciso verificar se os bancos, os vidros e portas do carro estão travados e nunca deixar a chave ao alcance das crianças.



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